A Guerra da Síria se iniciou em março de 2011 e segue até os dias de hoje. Calcula-se que o conflito fez de 300.000 a 500.000 mortos e deslocou cerca de 5 milhões de pessoas.
Por conta de suas fronteiras e de sua importância geopolítica para o transporte de petróleo e gás natural, a luta síria rapidamente se transformou num conflito internacional.
Atualmente, lutam neste país Estado Islâmico, Estados Unidos, França, Rússia e forças curdas.
Origem da Guerra na Síria
A Guerra da Síria começou na esteira da Primavera Árabe, movimento de contestação aos governos do mundo árabe, iniciado em 2011 na Tunísia.
Várias manifestações foram feitas pelos sírios exigindo mudanças ao regime de Bachar al-Assad. Afinal, o pai dele governava o país desde a década de 70 e ele estava no poder desde 2000.
Essa permanência dos Al-Assad no poder fez desta família a mais poderosa do país, controlando setores financeiros, comerciais e nas Forças Armadas. Mesmo assim, al-Assad era bem-visto por vários governos no Ocidente por basicamente dois motivos: ele protegia os cristãos, que correspondem 12% da população síria e declarava o Estado como laico, mantendo os religiosos islâmicos afastados.
Desta maneira, a Síria se manteve a salvo das invasões cometidas pelos Estados Unidos durante a primeira Guerra do Golfo. No entanto, com a aproximação do país ao Irã por conta da construção de oleodutos, o país passou a ser visto como suspeito e integrou a lista de países terroristas realizada por George Bush, filho.
Motivos para a Guerra na Síria
Os manifestantes foram duramente reprimidos pelas forças de Al-Assad. A indignação aumentou e vários protestos foram realizados em distintas cidades do país.
Além disso, o país é importante, porque conta com reservas de petróleo e gás, além de ser o caminho natural para o transporte destes produtos até a Europa e América.
Igualmente, a participação da Rússia busca marcar sua influência no Oriente Médio, pois a maioria dos países da região são aliados dos americanos.
Países participantes na Guerra da Síria
Na Guerra da Síria intervêm vários países e grupos, cada um por uma razão.
Os rebeldes se agrupam em facções como: desertores do Exército, milícias curdas e forças do Estado Islâmico ligados a Al-Qaeda.
Com isso, os Estados Unidos intervem para combatê-los. Em 2014, o Estado Islâmico realiza uma série de atentados na França e no Reino Unido. Desta forma, em 2015, ambos os países se envolveram no conflito.
No norte, apoiados pelos EUA, se encontram as milícias curdas, uma etnia que não recebeu nenhum território quando o Império Tuco-Otomano se desfez.
Por sua parte, Al-Assad pede ajuda a Rússia, para reforçar o seu Exército. Há também a presença de libaneses do Hezbollah, o que motivou ataques pontuais de Israel ao território sírio.
Refugiados sírios no Brasil
A Guerra da Síria já provocou o deslocamento de 4 a 5 milhões de pessoas.
Em 2019, se registrava que 3.800 sírios escolheram tentar a sorte no Brasil e refazer as suas vidas. O perfil médio do refugiado é o cidadão com estudos superiores ou ensino médio e que termina por se dedicar ao setor de alimentação.
Resumo sobre a Guerra na
Síria
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Atores |
Bachar
Al-Assad |
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Período |
Março
de 2011 até o presente |
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Causas |
Protestos contra o
governo de Bashar al-Assad Geopolítica: reservas de petróleo e gás, e ser o caminho natural para o transporte até a Europa e
América.
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Países
participantes |
· Síria, Rússia, Irã · Estados Unidos, Grã-Bretanha, França |
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Grupos
civis participantes |
·
Milícias curdas ·
Estado Islâmico ·
Forças Democráticas Sírias |
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Consequências |
· 300.000 a 500.000 mortos; · 12 milhões de pessoas deslocadas; · 90% da população abaixo da linha de pobreza. |
História da Síria
A Síria surgiu como país independente, após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Antes, o território fez parte de impérios como o Grego, Romano e o Turco-Otomano.

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