Brasil colônia: resumo

 

Aspecto de Vila Rica, atual Ouro Preto

 Brasil colônia é o período, na História do Brasil, compreendido entre 1530 a 1815.

Nestes três séculos, as atividades econômicas eram variadas e havia o cultivo de cana-de-açúcar, algodão, erva-mate, extração do ouro, criação de gado, comércio de pessoas escravizadas e muitas outras.

A sociedade estava divida entre as pessoas livres e escravizadas. Dentre as livres estavam os portugueses, negros e indígenas que haviam conseguido sua liberdade. Já os escravizados eram de origem indígena e africana, pois não havia brancos nesta condição.

Como o pedaço de terra encontrado pelos portugueses já era habitado, os indígenas lutaram como puderam para defendê-lo. Inclusive faziam alianças com os portugueses ou franceses em troca de auxílio para suas próprias lutas.

A vida colonial era pautada pela religião católica trazida pelos portugueses. A Igreja Católica tinha um papel importante na vida social e política ao construir igrejas e conventos, promovendo suas celebrações e educando parte da população.

Igualmente tudo que ocorria em Portugal, se refletia na colônia americana. Qualquer alteração política, como foi o caso da União Ibérica, tinha consequências na vida colonial.

Início da Colonização do Brasil

Inicialmente, os portugueses não pensavam em ocupar o território encontrado nas Américas. Afinal, a rota para as Índias proporcionava um comércio mais lucrativo.

No entanto, como havia abundância de madeiras, construíram feitorias para auxiliar na extração de pau-brasil.

Esta atividade atraiu a atenção dos franceses, que passaram a comercializar com alguns grupos indígenas. Com medo que estes europeus se instalassem por aqui, Portugal começa a ocupar a região e garantir sua posse.

Para isso, foi estabelecido o sistema de capitanias hereditárias. Este  consistia na doação de grandes extensões de terra a nobres que recebiam o título de capitães donatários. Eles deveriam fundar vilas, defender o território e explorá-lo economicamente com seus próprios recursos.

Governo-Geral

A metrópole substituiu o sistema de Capitanias Hereditárias pelo Governo Geral, em 1548. Seu objetivo era centralizar a administração colonial.

Para isso foi estabelecida uma capital, Salvador, e nomeado um governador-geral, Tomé de Sousa.

Sua função era cuidar das forças militares de terra e mar, auxiliado pelo ouvidor-mor, responsável pela justiça e o provedor-mor, respondia pelas finanças.

De 1580 a 1640, a situação política mudou na metrópole. Portugal ficou sob a coroa da Espanha, no período conhecido como União Ibérica. Ainda que os espanhóis não interferissem na administração colonial, o Tratado de Tordesilhas, por exemplo, perdeu a validade.

Em 1621, com a criação do Estado do Maranhão, o Brasil foi dividido em dois grandes estados: o Estado do Maranhão e o Estado do Brasil. Essa divisão durou até 1774, quando o Marquês do Pombal decretou sua unificação.

Na época do Governo-Geral, ocorrem tentativas de ocupação do território por parte de outros povos europeus.

Invasões estrangeiras no Brasil colonial

Os franceses conquistaram o Rio de Janeiro, em 1555, fundando a "França Antártica", uma colônia francesa protestante. O sonho, porém, acabou em 1567, quando os portugueses, em aliança com certas tribos indígenas, os expulsaram dali.

Em 1612, os franceses tentaram se estabelecer no território novamente invadindo o Maranhão. Ali fundaram a França Equinocial, a povoação de São Luís e permaneceram  até 1615, quando foram novamente repelidos.

Também os ingleses saquearam portos e as cidades de Santos e Recife; e o litoral do Espírito Santo.

Já os holandeses invadiram o Brasil em duas ocasiões durante a União Ibérica. Primeiro, tomaram a cidade de Salvador, sede do Governo Geral do estado do Brasil, em 1624. Ficaram ali apenas um ano, pois foram expulsos por uma expedição luso-espanhola.

Em 1630, os holandeses voltaram e ocuparam a capitania de Pernambuco, o maior centro açucareiro do mundo, com uma produção de cerca de 130 mil toneladas anuais.

A conquista foi consolidada em 1637, com a chegada do governante holandês, o conde Maurício de Nassau. Ele conseguiu firmar o domínio holandês em Pernambuco e estendê-lo por quase todo o nordeste do Brasil.

A cidade do Recife foi saneada, pavimentada e construídos palácios e jardins. O governo de Maurício de Nassau chegou ao fim em 1644, mas os holandeses só foram definitivamente derrotados em 1654.

Ouro no Brasil Colonial

Jazidas de ouro foram descobertas em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, no final do século XVII. Assim como a terra, o ouro pertencia à Coroa Portuguesa, que concedia o direito de exploração ao interessado.

Isso atraiu milhares de pessoas para esta região provocando um verdadeiro êxodo para o Brasil. Cidades como Vila Rica (atual Ouro Preto), Mariana, Sabará, Congonhas do Campo, surgiram e se encheram de casas e igrejas ricamente decoradas.

Com o estabelecimento da exploração aurífera, esta atividade passou a ser a mais lucrativa na colônia. Por isso, de modo a assegurar a fiscalização das regiões de mineração, a capital colonial foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.

A mão-de-obra empregada nas minas também era escrava, mas havia importantes diferenças. Se uma pessoa escravizada encontrasse uma grande pepita de ouro poderia ser libertado. Assim, vemos que a sociedade mineradora era mais dinâmica que a região açucareira.

Por fim, o ciclo do ouro perdurou até o fim do século XVIII, quando o minério começou a se esgotar.

Fim do Período Colonial

O período colonial termina quando o Estado do Brasil torna-se parte do reino de Portugal, com o direito de enviar deputados às cortes.

Esta mudança ocorreu, pois as autoridades reunidas no Congresso de Viena não reconheciam os representantes de Portugal, cuja Corte se encontrava no Rio de Janeiro. Por isso, o Príncipe Regente Dom João, em 16 de dezembro de 1815, eleva o Brasil à categoria de Reino Unido.

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